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| 1966-10-04 | Tatiana Lobo Coelho de Sampaio nasce no Rio de Janeiro T2 reviewed |
| 1997 | começa no laboratório da UFRJ a linha de pesquisa sobre a polilaminina, que coordena desde então T3 tertiary |
| 1999 | o estudo que descreve a polimerização da laminina por acidificação é recebido para publicação T3 tertiary |
| 2000 | publicado o achado de que acidificar o meio até pH 4 remonta a laminina instantaneamente, sem precisar de alta concentração de proteína T3 tertiary |
| 2007 | é depositado no INPI o primeiro pedido de patente, de uma versão ainda inicial da substância T2 reviewed |
| 2010 | publicados os resultados em ratos: a injeção local de polilaminina promoveu regeneração e recuperação motora que a laminina comum não produzia T3 tertiary |
| 2011-03-05 | o pedido de patente no escritório mundial consta como cessado por expiração antecipada T2 reviewed |
| 2014-08-05 | o pedido nos Estados Unidos consta como abandonado após falha em responder a uma ação do escritório T2 reviewed |
| 2014-12-11 | o pedido na Europa consta como retirado T2 reviewed |
| 2016 | começa o estudo em seres humanos, antes das exigências atuais de registrar o ensaio clínico antes do início T2 reviewed |
| 2016 | a universidade informa que não tem recursos para a anuidade da patente brasileira e a pesquisadora paga cerca de quinhentos reais do próprio bolso para mantê-la T2 reviewed |
| 2022 | a UFRJ comercializa a polilaminina por três milhões de reais, divididos entre a universidade, os inventores e o instituto; no mesmo ano a empresa registra a patente dos processos de fabricação, que vale até dezembro de 2042 T2 reviewed |
| 2023 | a empresa repete no exterior o pedido de patente do processo de fabricação, em países como China, Índia e Estados Unidos T2 reviewed |
| 2024-02 | os primeiros dados em humanos são divulgados como pré-print, antes da revisão por outros pesquisadores T2 reviewed |
| 2025-09 | a farmacêutica anuncia a produção da polilaminina e alega que a substância é segura e eficaz para tratar lesões medulares T3 tertiary |
| 2026-02 | a pesquisadora, agora consultora da empresa, concede entrevistas promovendo a substância e anuncia o início da fase 1 dos testes clínicos T3 tertiary |
| 2026-03 | ela confirma que os resultados divulgados como pré-publicação foram rejeitados por três revistas científicas, e um coautor aponta ausência de grupo controle e amostra pequena T3 tertiary |
• Os prazos de validade das patentes (a da universidade e as da empresa) circulam na imprensa mas não estão no material apurado, e por isso não aparecem no card nem podem aparecer no roteiro.
• Caso vivo: a fase 1 estava em curso na data da apuração e há pacientes buscando a substância na Justiça. Nada neste card afirma que a polilaminina funciona ou deixa de funcionar.
• As datas de extinção dos pedidos internacionais e o reconhecimento de erros no pré-print entraram por IMPRENSA CURADA À MÃO: os trechos foram conferidos contra as páginas baixadas, mas a apuração é do veículo, e a escolha do recorte é humana. O card cita tanto a versão da pesquisadora (ref-20, ref-26, ref-28) quanto os registros que a contradizem (ref-21, ref-22, ref-23).
• Os prazos de validade das patentes (a brasileira e as da empresa) circulam na imprensa mas não foram curados para este dossiê, e por isso não aparecem no card nem podem aparecer no roteiro.
• Divergência sobre os royalties: a Wikipédia (ref-8) diz que a UFRJ comercializou a polilaminina em 2022 e cita o Instituto de Ciências Biológicas; a Exame (ref-41) diz que os R$ 3 milhões foram pagos em dezembro de 2023 e cita o Instituto de Ciências Biomédicas. Podem ser o contrato e o pagamento. O roteiro não afirma nada que as duas contradigam: fala em 2022 para a comercialização e só "o instituto", sem nome.
• As fontes não permitem nomear as três recusas. A ref-11 (Wikipédia, março de 2026) diz que a publicação foi rejeitada por três revistas; a Gazeta do Povo (ref-42) nomeia duas, Springer Nature e Journal of Neurosurgery, ao falar da versão revisada. O diagrama do bloco 33 nomeia essas duas e deixa a terceira porta sem nome.
- T2 reviewed
Tatiana Coelho-Sampaio nasceu em 4 de outubro de 1966, é brasileira e atua em biologia regenerativa“data de nascimento: 1966-10-04 - local de nascimento: Rio de Janeiro - nacionalidade: Brasil - ocupação: biólogo - ocupação: professor - área de atuação: Biologia regenerativa”
- T3 tertiary
Ela coordena na UFRJ o laboratório onde estuda a polilaminina desde 1997“Atualmente, é coordenadora do Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ, um laboratório de pesquisa de bioquímica e biofísica de proteínas, mais especificamente a polilaminina, que ela estuda desde 1997.”
- T3 tertiary
O achado fundador — acidificar o meio a pH 4 polimeriza a laminina na hora — foi recebido para publicação em maio de 1999 e publicado em janeiro de 2000, com Elisabete Freire“Em um estudo recebido para publicação em maio de 1999 e publicado em janeiro de 2000, Sampaio, juntamente com Elisabete Freire, demonstraram que a simples acidificação do meio para pH 4 induzia a polimerização instantânea da laminina, independentemente de altas concentrações de proteína ou da presença de superfícies lipídicas.”
- T2 reviewed
O próprio grupo registrou na literatura que a acidificação aumenta muito a eficiência da automontagem da laminina e comparou as matrizes obtidas em meio neutro e ácido quanto à capacidade de induzir o crescimento de prolongamentos em neurônios“Previously, we showed that pH acidification dramatically increased the efficiency of laminin self-assembly, practically abolishing the necessity for a minimal protein concentration. Here we have characterized the morphologies of laminin matrices produced in either neutral or acidic conditions and compared their capacities to induce neuritogenesis of rat embryonic cortical neurons.”
- T2 reviewed
Em ratos, a injeção local de polilaminina — e não da laminina não polimerizada — melhorou a função motora após lesão da medula“Here we investigated whether a biomimetic polymer of laminin assembled on pH acidification, henceforth called polylaminin, could be used to treat SCI in rats. Acute local injection of polylaminin, but not of nonpolymerized laminin, improved motor function after thoracic compression, partial or complete transection.”
- T2 reviewed
O estudo em seres humanos foi um piloto de braço único, com oito pacientes de lesão medular completa, desenhado para avaliar segurança e viabilidade“Study design Investigator-initiated, single-arm, first-in-human pilot study. Objectives To evaluate the safety and feasibility of intramedullary administration of polymerized laminin in individuals with acute complete spinal cord injury (SCI). Setting Public and private hospitals in Brazil. Methods Eight patients with acute traumatic SCI classified as AIS A (C4–T12) were enrolled within days after injury (mean 2.3 da”
- T3 tertiary
Os resultados em ratos foram publicados em 2010 e mostraram o que a laminina comum não fazia“Em 2010 foram publicados resultados demonstrando que a injeção local de polilaminina promovia a regeneração e recuperação motora em ratos com lesão medular, algo que a laminina comum não era capaz de fazer.”
- T3 tertiary
A UFRJ comercializou a polilaminina em 2022 por três milhões de reais, divididos entre universidade, inventores e instituto, e no mesmo ano a empresa registrou as patentes“A polilaminina foi comercializada pela UFRJ em 2022. Os três milhões de reais obtidos foram divididos entre a universidade, os inventores e o Instituto de Ciências Biológicas da UFRJ. No mesmo ano a empresa farmacêutica brasileira Cristália registrou as patentes relacionadas à substância.”
- T3 tertiary
A substância virou assunto nacional depois que a farmacêutica anunciou a produção em setembro de 2025 e alegou que ela é segura e eficaz“A substância se tornou popular no Brasil após a farmacêutica Cristália anunciar a produção da polilaminina em setembro de 2025 e alegar que a substância é segura e eficaz para tratar lesões medulares.”
- T3 tertiary
Em fevereiro de 2026 ela deu entrevistas promovendo a substância, já como consultora da empresa, e anunciou a fase 1“Em fevereiro de 2026, Tatiana Sampaio, professora da UFRJ e consultora da empresa, concedeu várias entrevistas promovendo a substância como tratamento potencial para lesões medulares e anunciou o início da fase 1 dos testes clínicos.”
- T3 tertiary
Em março de 2026 ela confirmou que três revistas científicas recusaram o estudo, e um coautor apontou ausência de grupo controle, viés de confirmação e amostra pequena“Em março de 2026, Sampaio confirmou que a publicação dos resultados, que haviam sido divulgados na forma de pré publicação, foi rejeitada por três revistas científicas, mas insistiu que a substância é eficaz. O médico Paulo Louzada, coautor da pré publicação, afirmou que o estudo tem falhas metodológicas como a ausência de grupo controle, viés de confirmação, amostra pequena e falta de teste do reflexo bulbocavernoso”
- T3 tertiary
O presidente da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia afirma que não é possível inferir que a melhora veio do medicamento“"Não tem nenhum caso em que você pode inferir que foi a medicação que fez isso. Nós não sabemos nem a dose", afirmou Osmar Moraes, presidente da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN).”
- T3 tertiary
A SBPC e a Academia Brasileira de Ciências afirmam que o caso expõe tensões estruturais do sistema brasileiro de ciência, entre elas a gestão da propriedade intelectual“a trajetória da polilaminina expõe tensões estruturais do sistema brasileiro de ciência, tecnologia e inovação, especialmente quanto à validação científica, à gestão da propriedade intelectual, à comunicação pública e à articulação entre pesquisa, regulação e políticas de saúde”
- T1 primary
A linha de pesquisa sobre a estrutura da laminina e a sinalização para o crescimento de nervos tem registro no Journal of Cell Science, com Elisabete Freire como primeira autora e Tatiana Coelho-Sampaio como última - T3 tertiary
Na fase 1 autorizada, cinco pessoas com lesão medular completa recebem dose única em até 48 horas do trauma e são acompanhadas por seis meses“Nesta etapa, cinco pessoas com lesão medular completa receberão dose única da polilaminina até 48 horas após o trauma. Os pacientes serão acompanhados por seis meses para avaliar a ocorrência de reações adversas graves.”
- T3 tertiary
A divulgação sem publicação revisada por pares levou ao aumento da judicialização para uso compassivo da substância“Apesar da ausência de publicações revisadas por pares que confirmassem as alegações de Sampaio e da empresa, a divulgação levou ao aumento nos casos de judicialização para uso compassivo da substância.”
- T2 reviewed carries the thesis
Os próprios autores do estudo em humanos escrevem que o desenho do estudo não permite conclusões sobre eficácia, e que o trabalho oferece prova de conceito que justifica avaliação em estudos clínicos controlados“Although the study design does not allow conclusions regarding efficacy, it provides proof-of-concept for this therapeutic approach and justifies further evaluation in controlled clinical studies.”
- T2 reviewed
O estudo em seres humanos começou em dezembro de 2016, antes das exigências atuais de registro do ensaio clínico antes do início“The study was initiated in December 2016, prior to current requirements for prospective trial registration.”
- T2 reviewed
A exclusividade de fabricação vem da única patente ativa da polilaminina, registrada no Brasil no INPI; os pedidos na Europa, nos Estados Unidos e no escritório mundial foram todos perdidos“A substância chegou a ser submetida para patenteamento na Europa, nos Estados Unidos e em um escritório de âmbito mundial. Todos os registros, porém, foram perdidos.”
- T2 reviewed
A pesquisadora atribuiu a perda das patentes internacionais a cortes de verbas federais de 2015 e 2016, que teriam deixado a universidade sem dinheiro para pagar os escritórios“Segundo ela, cortes de verbas federais realizados nos anos de 2015 e 2016 fizeram com que a universidade não tivesse mais dinheiro para pagar aos escritórios internacionais e manter as patentes.”
- T2 reviewed
Os registros oficiais trazem datas anteriores às citadas na entrevista: o pedido no escritório mundial consta como cessado por expiração antecipada em 5 de março de 2011“A patente junto ao World Intellectual Property Organization (WIPO) , aparece como “cessada por expiração antecipada”, o que poderia ter sido motivado pela falta de pagamento junto ao escritório de registro. Esse status é de 5 de março de 2011.”
- T2 reviewed
No escritório norte-americano o pedido consta como abandonado após falha em responder a uma ação do escritório, em 5 de agosto de 2014“No United States Patent and Trademark Office (USPTO) , a patente aparece como “abandonada após falha em responder a uma ação do escritório”. O abandono foi confirmado após outra potencial falta de pagamento. Esse status é de 5 de agosto de 2014.”
- T2 reviewed
No escritório europeu o pedido consta como retirado, em 11 de dezembro de 2014“Por fim, a patente registrada no European Patent Office (EPO) aparece como “retirada”, o que também poderia ser motivado pela falta de pagamento do registro. Nesse caso, o status data de 11 de dezembro de 2014.”
- T2 reviewed
A própria pesquisadora frisa que o único caso de recuperação total dos movimentos foi de um paciente que recebeu a substância menos de 24 horas após a lesão“ela frisa que o único caso de recuperação total dos movimentos foi alcançado em um paciente que recebeu a substância menos de 24 horas após a lesão medular.”
- T2 reviewed
Entre as correções que ela anunciou está um gráfico que atribuía a um paciente morto cinco dias após o procedimento cerca de 400 dias de acompanhamento“Correção em um gráfico que atribuía a um paciente morto cinco dias após o procedimento dados de acompanhamento de cerca de 400 dias — erro que, segundo a pesquisadora, ocorreu por digitação e na verdade pertence a outro participante;”
- T2 reviewed
Ela sustenta que as mudanças não alteram os dados nem as conclusões do estudo, e visam melhorar a apresentação das informações“De acordo com a pesquisadora, as mudanças não alteram os dados nem as conclusões do estudo, mas visam melhorar a forma de apresentação das informações.”
- T2 reviewed
Os primeiros dados em humanos foram divulgados em fevereiro de 2024 como pré-print, versão preliminar publicada antes da revisão por outros pesquisadores“O estudo foi divulgado em fevereiro de 2024 como pré-print — versão preliminar de um artigo científico publicada antes da revisão por outros pesquisadores.”
- T2 reviewed
A pesquisadora afirmou que os pacientes não estavam em choque medular e passaram por testes para descartar o quadro, informação que entraria na nova versão do artigo“Em entrevista ao Estado de S. Paulo, a pesquisadora afirmou que os pacientes não estavam em choque medular quando receberam a aplicação e que passaram por testes para descartar o quadro, informação que estará na nova versão do artigo.”
- T2 reviewed
Uma patente de medicamento dura no máximo vinte anos contados do pedido; depois desse prazo outros fabricantes podem produzir versões similares ou genéricas“Novos medicamentos são protegidos por patente por um período máximo de 20 anos do pedido de registro. O prazo garante à farmacêutica que arcou com os custos de desenvolvimento o direito de comercializá-lo de forma exclusiva pelo período. Depois, outros fabricantes podem produzir versões similares ou genéricas.”
- T2 reviewed
O primeiro pedido de patente foi feito em 2007 no INPI, para uma versão ainda inicial da polilaminina, e essa proteção está chegando ao fim“Ainda em 2007, a pesquisadora deu entrada com um primeiro pedido de registro de patente no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) destinado ao uso de uma primeira versão da polilaminina, ainda inicial, para lesão medular. Essa licença chega ao fim no ano que vem.”
- T2 reviewed carries the thesis
Em 2016 a universidade informou que não tinha recursos para a anuidade da patente brasileira, e a própria pesquisadora pagou cerca de quinhentos reais para manter a licença válida“Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, Tatiana chegou a contar que, em 2016, a universidade informou a pesquisadora que não tinha recursos para arcar com a anuidade da patente, quando ela própria pagou o valor de cerca de 500 reais para manter a licença válida.”
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Os pedidos nos Estados Unidos e na Europa deixaram de ser pagos em 2014, após avaliação da universidade de que não valia mais a pena arcar com os custos“Internacionalmente, a UFRJ também já havia feito um pedido de patente da polilaminina nos Estados Unidos e na Europa, mas que deixou de ser pago em 2014 após uma avaliação da universidade de que não valia mais a pena continuar a arcar com os custos”
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A pesquisadora diz que houve avaliação técnica de que as patentes não seriam concedidas, que o custo era alto, e que a decisão lhe foi comunicada sem que ela concordasse“Houve uma avaliação técnica de que essas patentes não seriam concedidas no futuro, e que era um custo alto que não valeria a pena pagar. Foi uma decisão que me foi comunicada. Eu não concordava, mas não era uma decisão minha.”
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A empresa depositou uma nova patente, do processo de extração, purificação e polimerização, e repetiu o pedido no exterior em 2023, em países como China, Índia e Estados Unidos“Dessa vez, a solicitação englobou o processo de extração, purificação e polimerização do produto final, que é o que está atualmente na primeira etapa dos estudos clínicos e, futuramente, poderá ser comercializado como medicamento. Esse mesmo pedido foi feito também internacionalmente, em 2023, em países como China, Índia, Estados Unidos e outros da América Latina e da comunidade europeia.”
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Especialista em propriedade intelectual afirma que é comum universidades manterem patentes internacionais apenas até certo ponto, por custo e logística, porque o esquema de patentes é de quem visa mercado“É muito comum que elas depositem a patente e mantenham apenas até um certo ponto, porque não têm condições de fazer um manejo desse cenário global. Por custos, mas também por logística, porque a universidade vive de pesquisa básica, e esse esquema de patentes é algo de quem já está visando o mercado.”
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O vice-presidente de pesquisa da empresa afirma que a primeira patente é da molécula e a segunda é do processo de produção, e que ninguém poderá produzir o medicamento enquanto ela estiver vigente“A primeira patente é referente à molécula em si. A segunda, que fizemos, é referente ao processo de produção desde a placenta até a obtenção do medicamento. Então ela protege a produção do medicamento que está sendo testado. Ninguém vai poder produzir ele enquanto ela estiver vigente.”
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O laboratório alerta que a eficácia deve diminuir quanto mais distante da lesão for a aplicação, e que lesões com mais de noventa dias ainda são objeto de estudos em animais“Até mesmo o laboratório que fabrica a proteína publicou em seu perfil no Instagram um comunicado em que alerta que a eficácia do produto deve diminuir quanto mais distante do momento da lesão for feita a aplicação. Casos de lesões com mais de 90 dias estão sendo alvo de estudos experimentais em animais.”
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A Anvisa autorizou 33 pacientes a usar a substância fora dos estudos clínicos, por uso compassivo, depois de decisões judiciais favoráveis“A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) concedeu autorização para 33 pacientes utilizarem polilaminina fora dos estudos clínicos conduzidos pela professora da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) Tatiana Sampaio .”
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Uso compassivo é quando um medicamento ainda não aprovado é liberado em caráter excepcional para paciente com doença grave ou sem outras opções, fora de estudo clínico e com autorização sanitária“As permissões foram dadas a pessoas que obtiveram decisões judiciais favoráveis ao uso da substância por uso compassivo, isto é, quando um medicamento ainda não aprovado é liberado, em caráter excepcional, para pacientes com doença grave ou sem outras opções de tratamento.”
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A patente que protege os processos de fabricação foi registrada pela empresa em 2022 e vale até dezembro de 2042 no Brasil; o pedido internacional, de 2023, vale até 2043“A patente da polilaminina, medicamento experimental desenvolvido na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em testes para tratar lesão medular, vale até dezembro de 2042 no Brasil. O laboratório Cristália, que estabeleceu uma parceria com a UFRJ para produzir e comercializar o remédio, registrou a licença que protege os processos de fabricação da substância em 2022 no país. Além disso, fez o pedido de registro”
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Os três milhões em royalties foram o maior valor já recebido pela UFRJ nesse formato“Em dezembro de 2023, a pesquisa rendeu R$ 3 milhões em royalties à UFRJ, divididos entre os inventores, a universidade e o Instituto de Ciências Biomédicas — o maior valor já recebido pela instituição nesse formato”
- T2 reviewed
A versão revisada do estudo foi submetida a duas revistas nomeadas, Springer Nature e Journal of Neurosurgery, e rejeitada pelas duas“Tatiana Sampaio também afirmou que uma versão revisada do estudo já foi submetida a duas revistas científicas — Springer Nature e Journal of Neurosurgery —, mas foi rejeitada”
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